A economia brasileira deve crescer 4% em 2021 impulsionada por um avanço de 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial, estimou nesta quarta-feira a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Em seu boletim sobre a economia brasileira em 2020 e 2021, a CNI avaliou que o consumo das famílias continuará a crescer no decorrer do próximo ano, apesar da retirada do programa de auxílio emergencial em 31 de dezembro, em um cenário de retomada da atividade e do emprego.

"Eu acredito, o mercado está acreditando. A gente hoje tem algumas premissas importantes, como uma taxa de juros muito baixa, uma inflação controlada. Câmbio também está razoavelmente estabilizado, favorável às exportações", afirmou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, a jornalistas quando questionado se acreditava em uma recuperação da atividade mesmo em cenário sem aprovação de reformas econômicas, como a tributária.

Para a CNI, o investimento deverá se acelerar ao longo do ano, à medida que as incertezas diminuam em um cenário econômico com baixas taxas de juros.

A entidade prevê que, mesmo com o crescimento gradual da população ocupada, a taxa de desemprego deve crescer no ano que vem, a 14,6% da força de trabalho, com o aumento do número de pessoas procurando emprego. A projeção é 0,7 ponto percentual maior que a taxa projetada para 2020, de 13,9%.

Em relação à inflação, a projeção da CNI é que o IPCA encerre o ano de 2021 em 3,55%, abaixo do centro da meta estipulado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3,75%. Neste ano, a estimativa é da inflação fechando o ano a 4,28%, para uma meta de 4%.

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