O mercado físico do boi gordo registrou estabilidade na maioria das praças pecuárias, tendo apenas algumas variações pontuais de preços, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, nas praças paulistas, o preço do boi gordo ficou estável nesta segunda-feira, cotado em R$ 307/@ (valor bruto e a prazo).

Por sua vez, a cotações da vaca e novilha gordas recuaram R$ 1/@ na comparação com os valores da última sexta-feira, para R$ 285/@ e R$ 301/@, nas mesmas condições de pagamento.

As confortáveis escalas de abate das indústrias brasileiras contribuíram para a grande morosidade de negócios no mercado do boi.

No momento, os frigoríficos avaliam sobretudo o comportamento do mercado da carne bovina na última semana, período marcado pelas comemorações dos Dias das Mães, época que tradicionalmente há aumento de demanda pela proteína.

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e a maior flexibilização nas medidas de isolamento social, existe a expectativa de aumento gradual no consumo doméstico de carne bovina, o que pode motivar uma busca mais agressiva dos frigoríficos por lotes de boiadas gordas, avalia a IHS Markit.

Ao longo das últimas duas semanas, houve pressões baixistas por parte das indústrias, mas a arroba continuou oscilando em patamares altos, acima de R$ 295/@, considerando a base de preço da maioria das praças pecuárias.

Na avaliação da IHS, o início da estação de seca, embora tenha gerado aumento de oferta de boiadas, está aquém das médias históricas para o período, deixando claro os problemas estruturais do rebanho bovino brasileiro – que vive um certo “apagão” de boiadas gordas por conta dos abates excessivos de matrizes em anos anteriores.

Nesta segunda-feira, entre as principais praças pecuárias do Brasil, foram registradas variações negativas da arroba do boi gordo no Centro-Oeste, especificamente no Mato Grosso, informa a IHS.

O período de seca afeta de maneira significativa as regiões de pecuária do Mato Grosso, responsável pelo maior rebanho bovino do País, acrescenta a consultoria.

No Rio Grande do Sul, relata a IHS, existe a possibilidade de aumento da oferta de animais, em função de geadas que atingiram a região na última sexta-feira, 7.

No mercado atacadista da carne bovina, os preços dos principais cortes, assim como do couro e sebo industrial, permaneceram estáveis nesta segunda-feira, 10.

A demanda pela proteína bovina finalmente confirmou as expectativas do setor.

“A maior flexibilização dos serviços de alimentação fora do lar, recebimentos da massa salarial e o Dia das Mães foram fatores cruciais para a demanda mais regular e ativa”, avalia a IHS.

Ao longo desta semana, há previsão de maior procura por reposição de estoque da carne bovina.Cotações desta sexta-feira, 7 de maio, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 298/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 291/@ (à vista)
vaca a R$ 285@ (à vista)

MS-C. Grande:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 290/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 299/@ (prazo)
vaca a R$ 289/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 287/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 302/@ (à vista)
vaca a R$ 289/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 288/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 294/@ (prazo)
vaca R$ 284/@ (prazo)

 


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